domingo, 16 de setembro de 2018

Controle seu colesterol agora!

Controle seu colesterol agora!

No Brasil, 40% da população tem colesterol alto e boa parte não sabe que tem a doença!!!⠀
A gordura ruim presente na circulação sanguínea é proveniente da dieta rica em alimentos com gordura saturada e gordura trans, como os embutidos, cortes gordurosos de carne, margarinas, biscoitos recheados, sorvetes entre outros. 

O que é colesterol?

O colesterol ajuda o corpo a construir novas células, isolar os nervos e produzir hormônios. Normalmente, o fígado produz todo o colesterol que o corpo precisa. Mas o colesterol também entra em seu corpo a partir de alimentos, como alimentos à base de animais, como leite, ovos e carne. Muito colesterol em seu corpo é um fator de risco para doenças cardíacas.

Como o colesterol alto causa doenças cardíacas?

Quando há muito colesterol no sangue, ele se acumula nas paredes de suas artérias, causando um processo chamado aterosclerose, uma forma de doença cardíaca. As artérias tornam-se estreitas e o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco é retardado ou bloqueado. O sangue transporta oxigênio para o coração e, se não houver sangue e oxigênio suficientes, você poderá sofrer dores no peito. Se o suprimento de sangue para uma parte do coração for completamente interrompido por um bloqueio, o resultado é um ataque cardíaco.

Existem duas formas de colesterol com as quais muitas pessoas estão familiarizadas: lipoproteína de baixa densidade (LDL ou colesterol "ruim") e lipoproteína de alta densidade (HDL ou colesterol "bom"). Essas são a forma pela qual o colesterol circula no sangue. 

Quais são os sintomas do colesterol alto?

O colesterol alto em si não causa nenhum sintoma, então muitas pessoas não sabem que seus níveis de colesterol estão muito altos. Portanto, é importante descobrir quais são seus números de colesterol. Diminuir os níveis de colesterol que são muito altos diminui o risco de desenvolver doenças cardíacas e reduz a chance de um ataque cardíaco ou morrer de doença cardíaca, mesmo se você já o tiver.

Uma variedade de fatores pode afetar seus níveis de colesterol. Eles incluem:

Dieta. Gordura saturada, gordura trans, carboidratos e colesterol nos alimentos que você ingere aumentam os níveis de colesterol. Reduzir a quantidade de gordura saturada, gorduras trans e açúcares em sua dieta ajuda a diminuir o nível de colesterol no sangue. Aumentar a quantidade de fibra e esteróis derivados de plantas também pode ajudar a diminuir o colesterol LDL.
Peso. Além de ser um fator de risco para doenças cardíacas, o excesso de peso também pode aumentar o colesterol. Perder peso pode ajudar a diminuir o LDL, os níveis de colesterol total e os níveis de triglicérides, bem como aumentar o HDL.
Exercício. O exercício regular pode diminuir o colesterol LDL e elevar o colesterol HDL. Você deve tentar ser fisicamente ativo por 30 minutos todos os dias.
Idade e sexo. À medida que envelhecemos, os níveis de colesterol aumentam. Antes da menopausa, as mulheres tendem a ter níveis mais baixos de colesterol total do que os homens da mesma idade. Após a menopausa, no entanto, os níveis de LDL das mulheres tendem a aumentar.
Hereditariedade. Seus genes determinam em parte quanto colesterol seu corpo produz. O colesterol alto no sangue pode ocorrer nas famílias.
Condições médicas. Ocasionalmente, uma condição médica pode causar uma elevação dos níveis de colesterol no sangue. Estes incluem hipotireoidismo (uma glândula tireóide hipoativa), doença hepática e doença renal.
Medicamentos Alguns medicamentos, como esteróides e progesterona, podem aumentar o colesterol "ruim" e diminuir o colesterol "bom".

Como o colesterol alto é tratado?

Os principais objetivos no tratamento de colesterol alto são diminuir seus níveis de LDL e diminuir o risco de doença cardiovascular. Para baixar o colesterol, faça uma dieta saudável para o coração, faça exercícios regularmente e mantenha um peso saudável. Alguns também podem precisar tomar medicamentos para baixar o colesterol.

Os médicos determinam seus "objetivos" para reduzir o LDL com base no número de fatores de risco que você tem para doenças cardíacas.

Os principais fatores de risco incluem: idade (homens com 45 anos ou mais, mulheres com 55 anos ou mais), tabagismo, hipertensão arterial, HDL menor que 40 mg / dL, história familiar de doença cardíaca prematura em um parente masculino de primeiro grau ( pai ou irmão) com menos de 55 anos e primeiro grau (feminino) com menos de 65 anos.

Por isso consulte seu cardiologista e mantenha seus exames em dia para controlar e saber como está a sua saúde.⠀





domingo, 12 de agosto de 2018

Por que devemos fazer risco cirúrgico?

Por que devemos fazer o Risco Cirúrgico?
 
       Dona Josefa vem a sua primeira consulta com cardiologista para uma avaliação de risco cirúrgico. Ela tem 72 anos, hipertensa, diabética, dislipidemica e tem história de infarto do pai com 50 anos.Ela está com pressa quer operar logo de uma hérnia na coluna, uma cirugia que demora 04 horas com anestesia geral. Me diz na consulta que está ótima e que tem apenas um cansaço aos esforços, mas que toma todos os remédios regularmente. 
        Explico para ela os perigos de uma anestesia na sua idade e a necessidade de fazer exames cardiológicos complementares, como uma angiotomografia coronariana. Ela sai muito brava e relutante mas  faz o exame. No retorno observo pelos exames que ela tem duas placas graves nas coronárias do coração  com risco de infarto iminentes. Explico que precisa realizar urgente o tratamento primeiramente do coração com revascularização usando Stents e após 06 meses reavaliar para poder tratar a coluna.
        Esse é um caso típico que encontramos no consultório e  que as pessoas dão pouco valor aos risco cirúrgico. Mas oque devemos lembrar que como ocorreu neste caso e em outros estamos salvando vidas e evitando o infarto e morte.
            Um dos pedidos mais comuns feitas aos cardiologistas  é avaliar os riscos cardíacos perioperatórios de cirurgia não cardíaca. Uma vez que o médico estima o risco de um paciente, ele ou ela pode ser capaz de aplicar medidas para diminuir o risco para o paciente e melhorar o resultado da cirurgia.
          Frequentemente, nestes casos, uma avaliação é feita pela primeira vez para tratar os fatores de risco cardíacos no paciente submetido a cirurgia. Esta oportunidade é muitas vezes limitada por restrições de tempo e um breve contato com o paciente, especialmente se a cirurgia é semi-urgente ou pré-agendada em curto prazo. 
           O principal objetivo do risco cirúrgico  é avaliar o risco de infarto do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca (IC), parada cardíaca ou morte cardíaca durante o perioperatório, que são as causas mais comuns de morbidade e mortalidade com a cirurgia não cardíaca. A taxa de mortalidade dos pacientes no perioperatório com infarto do miocárdio prévio é substancial, variando de 30% a 50%.
             Existem vários fatores a serem considerados na avaliação dos riscos cardíacos de anestesia e cirurgia. Estes são geralmente divididos em riscos relacionados ao paciente e específico da cirurgia e assim devem ser levados em consideração para a realização de exames cardiológicos específicos. Os fatores a serem considerados na avaliação do risco cardíaco:
1-Fatores relacionados aos pacientes
-Idade (>70 anos)
-As doenças crônicas (por exemplo, doença arterial coronariana, diabetes mellitus, hipertensão)
- Estado funcional
- Uso de medicamentos
- Os dispositivos implantáveis (como marcapasso)
- Cirurgias anteriores
2- Fatores relacionados à cirurgia
-Tipo de cirurgia (por exemplo, vascular, endoscopia, abdominal)
-Urgência da operação (por exemplo, emergência (<24 horas), urgente (>24 horas) ou eletiva)
-Duração da operação, possibilidade de perda de sangue e de fluidos
3- Fatores relacionados com o teste cardiológicos solicitados
- A sensibilidade e a especificidade de um teste cardiológico
 
         O cardiologista deve juntar todos estes fatores citados previamente como tipo de cirurgia, características clínicas do pacientes e exames complementares cardiológicos (se necessários) e estipular o risco cardiológico. Que pode ser Baixo risco (chance de eventos <1%), Moderado Risco (chance de eventos <9%) e Alto Risco (chance de eventos <22%) segundo Goldman.

 
 



quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Oque o estresse tem a ver com o coração?

http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?id=15844&edt=44&noticia=o-que-o-estresse-tem-a-ver-com-o-seu-coracao

Oque o estresse tem a ver com o seu coração?

       Senhor Joao 60 anos, desempregado e com a filha doente, vem ao consultório com sintomas de estresse exacerbado e não entende porque nos últimas semanas sua pressão está descontrolada e sente muitas palpitações.

        O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. A ansiedade aumenta a liberação de cortisol no organismo, hormônio que faz crescer a concentração de glicose no sangue, desencadeando problemas como diabetes, altos níveis de triglicérides e descontrole de colesterol. ⠀
         Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos. Isso porque eles interagem com o colesterol em excesso no organismo, formando placas nas paredes dos vasos sanguíneos, além de piorar certas doenças inflamatórias e causar envelhecimento. O estresse aumenta a produção de adrenalina e cortisol.

           A adrenalina é um deles atua aumentando os batimentos cardíacos e a pressão arterial, o que pode culminar em um ataque cardíaco e até levar a morte. Já o cortisol, outro hormônio liberado durante situações de estresse, pode causar mortes em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 

         Para chegar a tal conclusão, pesquisadores observaram o comportamento de mais de 800 voluntários com mais de 65 anos e com histórico de problemas cardíacos. No período de três anos, cerca de 180 destas pessoas que estavam sendo acompanhadas morreram. A quantidade de cortisol que circulava no organismo delas era maior do que a esperada. Esse aumento está relacionado a complicações cardiovasculares. Segundo os números levantados no estudo, para as pessoas que não sofrem com doenças cardiovasculares os problemas causados pelo cortisol são quase imperceptíveis, mas para pessoas que tem histórico de doenças do coração, o aumento nos níveis desse hormônio eleva o risco de morte em até cinco vezes.

         Nós cardiologistas aconselhamos quem sofre com problemas cardíacos a fugir de fatores estressores para aliviar os sintomas do estresse. Alguns hábitos podem ser incorporados à rotina para evitar danos fatais. Atividades físicas regulares, alimentação balanceada, sono sem interferência de ruídos já são de grande ajuda no combate ao inimigo. Além deles, claro, há inúmeras formas de manter a saúde do coração em perfeito estado, como manter os níveis de colesterol estáveis, não fumar, não estar acima do peso, entre outros. 
Por isso, regularmente consulte seu cardiologista.






quarta-feira, 11 de julho de 2018

Coração: a busca pela felicidade

Coração: a busca pela felicidade  Dona Maria 68 anos última consulta há 06 meses vem ao consultório para avaliação por sintomas de palpitações, alteração da pressão e dor torácica de início recente. Últimos exames cardiológicos sem alteração. Conversamos muito e descobrimos que seu marido faleceu há 30 dias e sua filha está doente. Imagine a situação dela como ela está sofrendo.  Em 2005, um estudo comparou a relação entre felicidade e efeitos cardíacos. Os cientistas mensuraram esses indicadores nos voluntários e, após três anos, repetiram o mesmo processo. Já de início, eles identificaram que as pessoas felizes tinham uma frequência cardíaca mais baixa que os demais.⠀Também, no período de acompanhamento, perceberam que os participantes mais felizes tinham melhor pressão sanguínea!⠀ Nós cardiologistas observamos no consultório constantemente que pacientes apresentam situações emocionais que provocam sintomas como alteração da pressão, mal estar, palpitações e dores torácicas atípicas. Devemos nestes casos analisar com cuidados estes sintomas e fazer exames complementares para afastar alguma doença como hipertensão e risco de infarto.  Vivemos vários momentos de felicidade e tristezas que são somatizados pelo coração. Sabemos por exemplo que o estresse é fator de risco para hipertensão arterial. Momentos de extrema felicidade podem causar um raro problema cardíaco, conhecida como síndrome de Takotsubo. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico European Heart Journal, o problema pode ser desencadeado por episódios de alegria intensa, como casamentos, nascimentos ou festas surpresa.  A doença é caracterizada por uma fraqueza temporária dos músculos do coração que leva a uma deformação do ventrículo esquerdo e provoca dores no peito, perda de fôlego e, até mesmo, morte.  Um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, analisou dados dos primeiros 1.750 pacientes registrados com a síndrome, em 25 centros colaboradores, de nove países Os resultados mostraram que, destes, 485 pacientes padeceram da síndrome após gatilhos emocionais.





10.000 consultas cardiológicas

Hoje completo o atendimento de 10.000 pacientes nestes 05 anos de Cuiabá e mais de 1000 procedimentos de intervenção coronariana. -Invejosos vão dizer que é pouco, mas para mim foi excelente. Gostaria de agradecer a cada paciente que pude salvar e pude ajudar. Sempre melhorando e me dedicando mais e mais! Nunca desistindo e sempre lutando. Foram paciente que alguns vieram de longe Acre, Rondônia, Pará...

Muito obrigado por tudo! Foram somente 05 anos em Cuiabá e 15 anos atuando como médico. Gratidão! 🙏

#lutapelavida #coracaoemdia #drjulianoslhessarenko #cardiologistacuiaba #amomeucoracao #clinmed #cuiaba





sábado, 16 de junho de 2018

Não vá ao cardiologista antes de ler isto!

Cuiabano de 38 anos, Dr. Juliano Slhessarenko se formou em medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2004, fez clínica médica na Santa Casa de Porto Alegre e cinco anos de cardiologia e intervenção no Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo capital.

O médico ainda tem pós-graduação em terapia intensiva pelo Hospital Albert Einstein, e é doutor em cardiologia pela Universidade de São Paulo. Em Cuiabá, ele atende na ClinMed, no Jardim Europa, e no Instituto de Obesidade e Cirurgia, no jardim Itália.

Em suas colunas, Dr. Juliano pretende falar tudo sobre coração: dicas, pressão alta, como aferir corretamente a pressão dos pacientes e mais. Nesta primeira, ele responde tudo que você deve ler antes de ir ao cardiologista.
Não vá ao cardiologista antes de ler isto!

Nos meus 15 anos atuando como médico e cardiologista existem dados básicos que todo paciente deve conhecer para contar ao médico durante uma consulta.

1- Saiba e faça uma aferição regular da pressão arterial em casa

Muitas pessoas vão a consulta ou dizem ter alteração da pressão arterial por medidas erradas de pronto atendimento ou farmácias. Lembre-se sempre que o mais importante é a média da pressão arterial realizada durante 03 dias 03 vezes ao dia. E o correto é medir a pressão arterial regularmente em casa com aparelho de braço aprovados pela Anvisa. Portanto tenha o seu próprio aparelho de pressão arterial em casa (compre um).

2- Saiba sua história familiar

A história familiar de infarto e acidente vascular encefálico em parentes de primeiro grau está fortemente relacionado a maior risco cardíaco. A genética é muito importante e determinante.

3- Saiba os nomes corretos dos remédios que usa

Saber os nomes dos remédios e as doses de cada um é fundamental para ajudar o cardiologista no ajuste de dose e troca de medicamentos. Muitos pacientes não usam adequadamente e não sabem para que serve cada um. Pergunte ao seu médico e tente entender a função de cada remédio. Isto pode aumentar a adesão.

3- Traga seus exames prévios

Trazer os exames previamente realizado pode ajudar a entender seus sintomas e evita solicitar exames desnecessários. Exames como a glicose e os níveis de colesterol ajudam bastante.

4- Entenda seus sintomas

Saiba descrever corretamente seus sintomas. Como quais são os fatores que pioram sua dor no peito? Quais fatores aliviam? Quando, onde e porque tem dor? Qual a duração dos sintomas?

5- Saiba corretamente seus dados pessoais

Saber qual o seu peso regular, sua dieta regular, quais cirurgias ou procedimentos já realizou. Qual a frequência em que realiza atividade física?

6- Não esqueça sua data de retorno

Lembre-se que ao consultar com um cardiologista você vai precisar fazer um retorno regular. Isto é básico e as pessoas precisam entender isto, pois envelhecemos e a cada ano que passa nossos fatores de risco podem mudar como peso, dieta, colesterol, glicose, pressão arterial e precisam ser reavaliados num retorno. Outro motivo é a reavaliação dos medicamentos em uso, que muitas pessoas não usam ou usam errado. Basicamente pacientes mais idosos >60 anos deveriam fazer retorno de 06-06 meses, pacientes mais jovens de 12-12 meses.

Sabendo estes 06 itens no momento em que você consultar com um cardiologista vai ser sensacional e vai ajudar no correto diagnóstico e tratamento. Seu médico vai agradecer e te ajudar.

*Dr. Juliano é cardiologista intervencionista  da Santa Casa de Cuiabá (RQE- 2724) e atende na Clinmed (Coração em dia) Rua Jaques Brunini – Jd. Europa 36343888/999142255; no IOCI – Jardim Italia – 30277000; e no Hospital de Olhos